Com a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Jair Bolsonaro (PL) deixou na manhã desta sexta-feira (1º) a mansão no Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, região nobre do Distrito Federal, onde cumpre prisão domiciliar, rumo ao Hospital DF Star.
“Já estamos a caminho do hospital”, comunicou Michelle Bolsonaro em mensagem nos stories de seu perfil no Instagram por volta das 6h, m meio a publicações comemorando a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria com o acordão feito entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Davi Alcolumbre (União-AP).
Bolsonaro, que obteve aval para prisão domiciliar após passar mal na cela da Papudinha e ser internado no mesmo hospital, agora vai passar por uma cirurgia no ombro direito.
Segundo o pedido feito pelos advogados, o ex-presidente apresenta quadro de dor persistente e incapacidade funcional no ombro direito. Um laudo feito pela equipe médica aponta lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, além de comprometimento do tendão do subescapular, subluxação do bíceps e outras lesões associadas.
A nova internação de Bolsonaro acontece um dia após o acordão firmado entre o filho, Flávio Bolsonaro (PL), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), derrubar o veto de Lula ao PL da Dosimetria, um projeto cunhado para regredir a pena de 27 anos e 3 meses imposta ao líder da tentativa de golpe de Estado, permitindo assim uma “anistia” ao ex-presidente.
Pelas regras anteriores, sua migração para o regime semiaberto estava prevista apenas para o ano de 2033.
Com o PL da Dosimetria, esse horizonte muda drasticamente. Especialistas estimam que o tempo de permanência no regime fechado possa ser reduzido em anos, mas o cálculo exato ficará a cargo do STF.
Para que Bolsonaro ou qualquer um dos 190 condenados tenha a pena diminuída, a corte precisa ser provocada. Isso pode ocorrer por meio de pedidos das defesas, do Ministério Público ou por iniciativa dos próprios relatores dos processos no Supremo.









