O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) tem intensificado ações educativas em municípios paraibanos com foco na conscientização sobre segurança no trânsito e prevenção de acidentes.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, o instrutor do órgão, Saulo Florindo, destacou que as palestras têm buscado alertar principalmente os jovens sobre comportamentos de risco no trânsito.
“A gente mostra algumas das vertentes que levam a pessoa a morrer sem nem saber por quê. Por exemplo, o uso de segurança na cidade do interior, como o capacete, também não é muito praticado. E o aluno da rede municipal que usa o ônibus escolar, que tem cinto de segurança no veículo, mas não usa. Eu mostro um vídeo que a Polícia Rodoviária Federal nos concedeu em que quem salvou toda a tripulação daquele ônibus foi nada mais nada menos que o cinto de segurança”, relatou.
Saulo destacou ainda que a busca por adrenalina entre os jovens pode trazer consequências graves.
“A gente sabe que jovens gostam de adrenalina, mas o tempo hoje não permite isso”, afirmou.
Segundo o instrutor, apesar dos avanços nas campanhas de conscientização, o diálogo dentro das famílias ainda é essencial para reduzir os índices de acidentes.
“Já houve alguns avanços, porém é preciso o pai, a mãe sentar na mesa com o filho para explicar pra ele que direção é coisa séria”, pontuou.
Durante a entrevista, Saulo Florindo apontou os principais fatores responsáveis pelos acidentes de trânsito no país, entre eles o uso do celular ao volante, a combinação entre álcool e direção e a falta do capacete.
“A cada dois minutos no Brasil uma pessoa entra no hospital vítima de sinistro de trânsito e a cada 15 minutos nós perdemos uma pessoa. É uma guerra que a gente muitas vezes não percebe”, alertou.
O instrutor também reforçou a necessidade de atenção constante no trânsito, mesmo diante de erros cometidos por outros condutores.
“Você tem que dirigir com atenção com o que acontece ao seu redor, porque mesmo acontecendo o sinistro tem como se livrar, e a coisa pode ser muito mais minimizada”, explicou.









