Ao longo de 43 anos, O Maior São João do Mundo consolidou-se como uma das mais importantes manifestações culturais do Brasil. Mais do que uma festa, o evento tornou-se um símbolo da identidade nordestina, reunindo tradição, música, gastronomia, religiosidade e inovação em uma celebração que transformou Campina Grande em referência nacional dos festejos juninos.
A trajetória começou em 1983, quando a festa ganhou oficialmente a denominação de O Maior São João do Mundo, realizada em um grande palhoção montado ao lado do Centro Cultural de Campina Grande. No ano seguinte, o evento passou a integrar o calendário da Embratur, ampliando sua visibilidade turística e iniciando o projeto que resultaria na construção do espaço que mudaria para sempre a história dos festejos juninos da cidade.
A década de 1980 foi marcada pela estruturação da festa. Em 1985, a inauguração da casa de shows Forrock trouxe para Campina Grande nomes históricos da música nordestina, como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Elba Ramalho. Já em 1986, nasceu o Parque do Povo, equipamento cultural que se transformaria no coração dos festejos e no principal símbolo d’O Maior São João do Mundo.
Nos anos seguintes, a programação foi ganhando novas atrações e ampliando seu alcance. Surgiram iniciativas como o Festival Nacional do Forró, em 1988, e o tradicional Trem do Forró, em 1989, que passou a ligar Campina Grande ao distrito de Galante em uma viagem marcada por música e cultura popular. A festa também começou a atrair a atenção da mídia nacional, consolidando sua imagem em todo o país.
A década de 1990 marcou o fortalecimento da identidade cultural do evento. O Parque do Povo passou a receber intervenções cenográficas, concursos, fóruns de debate sobre a cultura nordestina e uma programação cada vez mais diversificada. Em 1992, a TV Globo realizou gravações especiais durante os festejos e foi instalado o Museu Luiz Gonzaga no Parque do Povo, reforçando a ligação da festa com o legado do Rei do Baião.
No final da década, o São João de Campina Grande já se consolidava como um fenômeno turístico e cultural. Em 1999, a campanha promocional “Campina Grande: O Brasil vira forró” sintetizou a dimensão que a festa havia alcançado, reunindo milhares de pessoas em torno de shows, quadrilhas, concursos, fóruns culturais e grandes produções cenográficas.
Os anos 2000 representaram um período de expansão e valorização da memória junina. O Sítio São João foi fortalecido como espaço de preservação das tradições populares, enquanto iniciativas como o Memorial d’O Maior São João do Mundo passaram a registrar a história da festa. Em 2003, Campina Grande inaugurou, às margens do Açude Velho, as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, homenageando dois dos maiores ícones da cultura nordestina.
A partir de 2004, a festa ampliou ainda mais seu impacto econômico e turístico. Novos espaços culturais, exposições, salões de artesanato e programações temáticas foram incorporados ao calendário junino. O evento passou a movimentar diversos setores da economia e a fortalecer sua condição de patrimônio afetivo e cultural dos brasileiros.
Entre 2010 e 2019, O Maior São João do Mundo investiu na ampliação da experiência do visitante. Surgiram equipamentos como a Casa de Luiz Gonzaga, o Recanto da Cultura, réplicas de espaços históricos da cidade, o Ônibus do Forró e o Avião do Forró, reforçando o caráter turístico do evento sem perder suas raízes populares. Em 2017, foi implantado o modelo de parceria público-privada para a realização da festa, abrindo uma nova fase de gestão e investimentos.
A pandemia da Covid-19 trouxe um dos maiores desafios da história do evento. Em 2020 e 2021, os festejos ocorreram em formato virtual, mantendo viva a tradição junina por meio de transmissões online e apresentações remotas. A retomada aconteceu em 2022, em uma edição marcada pela superação e pelo reencontro do público com o Parque do Povo.
Nos últimos anos, a festa continuou crescendo. Em 2023, celebrou seus 40 anos. Em 2024, durante as comemorações dos 160 anos de Campina Grande, o Parque do Povo foi ampliado e integrado ao Parque Evaldo Cruz, formando um complexo ainda maior para receber visitantes de todo o Brasil. Já em 2026, o evento celebra os 40 anos do Parque do Povo e da Pirâmide, com a instalação do Museu Luiz Gonzaga no Parque Evaldo Cruz, reafirmando o compromisso com a preservação da memória cultural nordestina.
Quatro décadas depois de sua criação, O Maior São João do Mundo permanece fiel à sua essência: celebrar a cultura nordestina. Ao mesmo tempo em que se reinventa e amplia sua dimensão turística, a festa continua sendo um espaço de encontro entre gerações, ritmos, tradições e histórias que fazem de Campina Grande a capital brasileira dos festejos juninos.
Linha do Tempo – 43 Anos d’O Maior São João do Mundo
1983 | Nasce O Maior São João do Mundo
Campina Grande passa a denominar oficialmente seus festejos juninos como “O Maior São João do Mundo”. A festa acontece no Palhoção, montado ao lado do Centro Cultural da cidade, dando início a uma trajetória que transformaria o evento em referência nacional.
1984 | Reconhecimento nacional
O evento entra no calendário da Embratur e inicia a campanha para construção do Forródromo, consolidando o potencial turístico da festa.
1985 | Os grandes nomes do forró
A inauguração do Forrock amplia a programação artística e recebe ícones como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Ramalho e Os Três do Nordeste.
1986 | Surge o Parque do Povo
É inaugurado o Parque do Povo, espaço que se tornaria o principal símbolo d’O Maior São João do Mundo e o coração dos festejos juninos de Campina Grande.
1988 | Festival Nacional do Forró
A criação do Festival Nacional do Forró fortalece a vocação da cidade como capital brasileira do gênero musical.
1989 | Nasce o Trem do Forró
O passeio ferroviário entre Campina Grande e Galante torna-se uma das atrações mais emblemáticas da programação junina.
1992 | O São João ganha o Brasil
A festa passa a receber ampla cobertura da TV Globo, com reportagens especiais e gravações de Elba Ramalho para o Fantástico. No mesmo ano é instalado o Museu Luiz Gonzaga no Parque do Povo.
1999 | “O Brasil vira forró”
A campanha promocional nacional fortalece a marca do evento. O São João amplia suas ações culturais, concursos, fóruns e produções cenográficas.
2003 | Homenagem aos reis da música nordestina
São inauguradas as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro às margens do Açude Velho, reforçando a ligação da festa com a cultura popular nordestina.
2004 | Marco de público e impacto econômico
A festa registra cerca de 1,2 milhão de visitantes ao longo dos festejos e movimenta diversos setores da economia local, consolidando-se como um dos maiores eventos turísticos do Brasil.
2005 | Preservação da memória
É criado o Memorial d’O Maior São João do Mundo, responsável por reunir e preservar a história do evento.
2010 | Tradição e modernidade
A programação passa a combinar grandes atrações nacionais com o fortalecimento do forró tradicional, ampliando o alcance da festa sem perder sua identidade cultural.
2011 | Novos espaços culturais
São inaugurados o Recanto da Cultura e a Casa de Luiz Gonzaga, ampliando os espaços dedicados à memória e à cultura nordestina.
2012 | Centenário de Luiz Gonzaga
O Rei do Baião é o grande homenageado da festa em uma edição histórica dedicada aos 100 anos de seu nascimento.
2017 | Nova fase de gestão
O evento passa a ser realizado por meio de parceria público-privada, modelo que impulsiona investimentos e amplia a estrutura da festa.
2018 | Expansão da experiência turística
São lançados o Ônibus do Forró e o Avião do Forró, iniciativas que fortalecem a experiência dos visitantes e a promoção turística do destino.
2020 e 2021 | A resistência durante a pandemia
Pela primeira vez em sua história, a festa acontece em formato virtual, mantendo viva a tradição junina mesmo diante das restrições sanitárias.
2022 | O São João da retomada
Com o retorno dos eventos presenciais, Campina Grande celebra uma edição marcada pela superação e pelo reencontro do público com o Parque do Povo.
2023 | 40 anos de história
A edição comemorativa celebra quatro décadas de O Maior São João do Mundo, reafirmando sua posição como um dos maiores eventos culturais do país.
2024 | A maior expansão física da história
O Parque do Povo é ampliado e integrado ao Parque Evaldo Cruz, formando um complexo ainda maior para receber milhões de visitantes.
2026 | 40 anos do Parque do Povo
A festa celebra quatro décadas de seu principal símbolo. Entre as novidades está a implantação do Museu Luiz Gonzaga no Parque Evaldo Cruz, fortalecendo o legado cultural do evento.
Marcos em números
- 1983 – Fundação d’O Maior São João do Mundo.
- 1986 – Inauguração do Parque do Povo.
- 1989 – Criação do Trem do Forró.
- 2004 – Marca de aproximadamente 1,2 milhão de visitantes.
- 2017 – Implantação do modelo de parceria público-privada.
- 2020-2021 – Edições virtuais durante a pandemia.
- 2024 – Ampliação histórica do Parque do Povo.
- 2026 – 40 anos do Parque do Povo e da Pirâmide.











