Falha em projeto executado há 70 anos causou rompimento de reservatório que matou idosa em CG, aponta inquérito

Falha em projeto executado há 70 anos causou rompimento de reservatório que matou idosa em CG, aponta inquérito

 


A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito sobre o rompimento de um reservatório da Cagepa, em Campina Grande, que causou a morte de uma idosa, deixou feridos e destruiu casas no bairro da Prata.

De acordo com a investigação, o colapso foi provocado por falhas na execução do projeto original do reservatório, construído há cerca de 70 anos. Dois laudos periciais — um do Instituto de Polícia Científica (IPC) e outro contratado pela própria Cagepa — apontaram que o problema teve início no solo, cuja deterioração foi acelerada por erro estrutural.

O rompimento ocorreu em 8 de novembro de 2025, quando o grande volume de água armazenado se espalhou rapidamente e atingiu imóveis da região. Seis meses antes, o reservatório havia passado por uma vistoria simples, sem identificação de riscos.

Apesar de identificar a causa do acidente, o inquérito não indiciou responsáveis, devido ao tempo decorrido desde a execução do projeto.

O caso foi encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB). A Cagepa informou que ainda realiza sua própria avaliação.

Relembre

O reservatório armazenava cerca de dois milhões de litros de água. O rompimento provocou o desabamento de pelo menos três casas, deixou duas pessoas feridas e causou a morte de Maria do Socorro Leal Teixeira de Araújo, de 62 anos. O abastecimento de água também foi interrompido em diversos bairros de Campina Grande e em cidades vizinhas.