A exposição celebrativa está instalada no Parque Evaldo Cruz e é uma das experiências mais aguardadas para a edição de 2026
Comemorando os 43 anos de festa, em 2026 o “Maior São João do Mundo” reforça o protagonismo da cultura nordestina, destacando diferentes manifestações dentro da programação da festa. Este ano, um dos grandes atrativos será a exposição inspirada no livro “Luiz Gonzaga 110 anos de nascimento”, sediada no Parque Evaldo Cruz, com artigos e fotos originais do músico.
A experiência imersiva é assinada pelo cenógrafo Éric Tavares e tem como assistência de curadoria Roberta Jansen e Patrícia Jansen. Toda a proposta é fruto dos mais de 30 anos de pesquisa do paraibano Paulo Vanderley, autor do livro, e também é inspirada nas ilustrações que compõem a obra, feitas pelo ilustrador e infografista Vladimir Barros de Sousa.

A exposição é repleta de memórias afetivas, evocando o sentimento das diversas gerações marcadas pela sanfona de “Seu Luiz”, mas também ilustra de maneira única a forma como a história do músico se mistura à história do pesquisador Paulo Vanderley, que também é referência no assunto: “Meu pai era gerente de banco e Luiz Gonzaga era cliente dele. Ele chegou a almoçar na minha casa, eu tenho esse retrato com seu Luiz. Desde que eu me entendo por gente, há mais de 30 anos, eu pesquiso, coleciono e junto uma ‘ruma’ de coisa em homenagem a seu Luiz Gonzaga”, comentou o pesquisador e autor do livro.
A proposta passeia pela história e vida do multifacetado “Rei do Baião”, trazendo diferentes núcleos inspirados na obra e nos símbolos centrais de quem virou o maior representante da música nordestina. Os chapéus de Luiz Gonzaga contam uma história que se divide em sete ilhas temáticas, desenvolvendo as diferentes décadas da sua carreira.

Além disso, a presença de um coração simbólico representa a essência de “Seu Luiz”, propondo ainda um espaço para as fotos de quem quiser eternizar a experiência.
“Tínhamos um ponto de partida extraordinário: o boxe produzido por Paulo Vanderlei. O trabalho que ele realizou foi um verdadeiro garimpo histórico. Ao mergulharmos naquele material, percebemos rapidamente a riqueza de informações que tínhamos em mãos. O resultado é uma exposição que toca profundamente as pessoas. Ela desperta uma conexão emocional imediata. É comum ver visitantes se emocionarem, relembrarem histórias de família, reviverem memórias da infância e reconhecerem em Luiz Gonzaga parte de suas próprias vidas”, destacou Éric Tavares, cenógrafo que assina a exposição.

A consolidação desse espaço, durante as festividades, foi idealizada e desenvolvida em parceria com a Arte Produções. A ideia é trazer para a maior festa junina do país uma experiência imersiva, com fotos, roupas, figurinos e notícias inéditas sobre o Rei do Baião, homenageando e mantendo viva a história do maior expoente da música nordestina.
“Eu estou muito satisfeito de ter esse projeto dentro do São João de Campina Grande, porque Gonzaga foi o cara que está fazendo a gente estar aqui. Então, assim, não é uma homenagem, é trazer a presença dele para dentro do São João de Campina Grande”, celebrou João Carlos Parente, CEO da Arte Produções.
A exposição deve integrar o roteiro turístico da Rainha da Borborema, que também é destaque pelas diferentes manifestações culturais, museus e pela constelação de artistas que carregam o seu nome pelo mundo.
Um exemplo disso é o “Rei do Ritmo”, Jackson do Pandeiro, que já foi morador ilustre da cidade e ficou eternizado no monumento “Farra da Bodega”, ao lado do Rei do Baião. Pandeiro e sanfona dividem o mesmo espaço e povoam a memória de quem ama, admira e preserva a cultura popular nordestina.











